Bem-vindas e bem-vindos!!!

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A Ginástica Para Todos (ou Ginástica Geral) é uma modalidade que permite a participação de TODAS as pessoas, independente de idade, gênero, classe social ou condições técnicas. Por meio de seus valores e regras flexíveis, ela permite a valorização do trabalho em grupo ao mesmo tempo em que valoriza a individualidade de cada pessoa que a pratica.

Através deste blog, espero poder dividir o meu conhecimento e a minha experiência em Ginástica Para Todos e contribuir para a sua difusão para que um dia ela possa ser desenvolvida no Brasil com a mesma qualidade com que é desenvolvida em outros países.
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Obs.: o Blog se chamava "Ginástica Geral", mas devido a mudança de nomenclatura da modalidade pela FIG (Federação Internacional de Ginástica), o nome adotado para o Blog também mudou para "Ginástica Para Todos".


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(Des)considerando o biotipo em Ginástica Geral

                  Olá, pessoal. Bem-vindos a mais uma postagem do Blog Ginástica Geral (e logo de cara, me desculpem pela ausência nos últimos tempos...). E pra começar o tema de hoje preciso antes contar uma história:

                  Certa vez precisei me apresentar em um lugar novo, para novos colegas também da minha área de trabalho (Educação Física) e no meio da conversa me perguntaram quais eram as áreas ou modalidades com as quais eu mais gostava de trabalhar. Entre algumas coisas, já fui logo levantando a minha bandeira da Ginástica Geral (GG) e disse o quanto gosto de trabalhar com isso! Foi então que uma dessas novas pessoas me disse:

                   - Ah... Ginástica Geral? Legal! Você tem mesmo um biotipo de quem faz Ginástica.

                  Na hora não falei nada, mas depois fiquei refletindo. Refleti tanto que, apesar disso já ter acontecido há uns 3 anos, aquela frase me fez escrever esta postagem...rs.

                 Em primeiro lugar, não me considero com um biotipo de ginasta, pensando nos ginastas das modalidades competitivas (Artística ou Acrobática, por exemplo). Apesar de eu ser mais longilíneo, de estatura média... não...talvez eu me identifique um pouco mais com os atletas da Ginástica Aeróbica... e olhe lá... Mas ainda que eu tivesse várias características físicas semelhantes a do Diego Hipólito, por exemplo, o que a Ginástica Geral tem a ver com isso? Ou seja, qual é o biotipo mais adequado ou favorável para um praticante de GG?

Ginastas e seus biotipos, da esquerda para a direita: uma atleta de Ginástica Rítmica, uma atleta de Ginástica Aeróbica e dois atletas de Ginástica Artística. Como Ginástica não é "tudo igual", é possível pela foto perceber certas diferenças de acordo com cada modalidade (estatura, massa muscular, estrutura óssea).
              
                  E isso me lembrou um outro fato que me aconteceu há alguns meses atrás. Em um festival de GG, eu estava representando um grupo de alunos de 3ª idade (sim, 3ª idade também faz GG!) e quando íamos nos trocar nos vestiários reservados para os participantes do festival, fomos barrados pelo segurança do evento:

- Aqui é somente para ginastas.
- Ah, mas eles também são ginastas - expliquei ao segurança.
- Mas eles também vão competir? - perguntou o segurança meio desconfiado.
- Na verdade esse não é um evento competitivo, é só um festival de demonstração. Eles são um grupo de Ginástica para 3ª idade.
- Ah, ok. - disse o segurança analisando o biotipo dos meus alunos idosos e comparando aos dos ginastas dos outros grupos, na maioria crianças "saradinhas" de collaints brilhantes - podem entrar.


                    Claro que tanto o segurança quanto a pessoa que se referiu ao meu biotipo não têm culpa por terem feito tal associação. A imagem de Ginástica que fazemos é a das ginásticas competitivas que aparecem na TV, em especial a Ginástica Artística e a Rítmica. Se você falar que é atleta de Ginástica Acrobática as pessoas já não fazem ideia do que significa... Imaginem GG que ainda está sendo difundida no nosso país e que é uma modalidade em que todas as pessoas podem participar independente de tantas questões, como biotipo.

                  O que gostaria de deixar claro é que, se GG pode ser praticada por todos, não existe um biotipo ideal ou mais "adequado" para se poder praticá-la. Diferentemente da Ginástica Artística, por exemplo, em que ginastas mais baixos têm maior facilidade para se darem bem na modalidade (por questões biomecânicas - e não..ginástica NÃO encolhe, pois seria o mesmo que falar que basquete faz o atleta ficar mais alto...).

Na primeira foto está a equipe brasileira de Ginástica Artística em que é possível perceber grande semelhança entre os corpos das atletas. Já a segunda foto é de uma equipe de GG do Canadá, em que é possível perceber diferentes perfis entre as atletas (algumas mais altas, outras mais baixas, mais magrinhas, mais gordinhas, enfim...)

                Na GG não importa a altura que você tenha. Não importa o peso ou o percentual de gordura que você tenha. Não importa a idade que você tenha. Não importa nem mesmo as habilidades de ginástica que você saiba fazer, pois também não é isso que seleciona um praticante de GG.
               Para praticar GG é preciso, primeiramente, gostar de GG! E isso significa gostar de participar de uma modalidade em que o principal não é competir, mas sim participar e trocar experiências, corporais e culturais. Gostar de uma modalidade em que você é importante e especial por aquilo que você é e tem condições de fazer (seja um salto mortal ou um movimento simples de balanceio). Se ao longo do trabalho de GG você estiver sendo estimulado a aprender determinadas acrobacias, talvez alguns aspectos relacionados ao seu biotipo possam favorecer ou não tal aprendizagem. Mas é preciso considerar que as próprias acrobacias ginásticas de maior complexidade não são o foco da GG (ainda que elas possam ser desenvolvidas).

Ginástica Geral é para TODOS! E para TODOS os biotipos.
                 
                      Acredito que convém indicar aqui um outro texto já publicado no Blog em que falei um pouco sobre essa questão da simplicidade/complexidade em GG. Dêem uma conferida no texto
"Ginástica Geral - do simples para o complexo".

                    Então é isso, pessoal. Espero ter conseguido esclarecer mais uma questão referente à GG. Aguardem as novidades do Blog! ;)  

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A Ginástica Acrobática na Ginástica Geral


                  Olá, pessoal. Bem-vindos a mais uma postagem do Blog Ginástica Geral (Blog GG)!! E a postagem de hoje dá sequência à série "Conhecendo as Ginásticas Competitivas", textos que têm como objetivo apresentar um pouco das ginásticas que compõem a GG, mostrando ainda como estas podem ser inseridas em um trabalho específico da modalidade. E após conhecermos a Ginástica Acrobática (GACRO) em abril, hoje é dia de refletirmos sobre como essa ginástica competitiva pode ser utilizada em um trabalho de GG. Então vamos lá!!

             Como vimos, a GACRO é aquela ginástica das "pirâmides humanas" em que os atletas devem formar figuras utilizando elementos estáticos, dinâmicos ou ambos em uma série. Vimos também que essa ginástica exige bastante confiança e cooperação, e que possui técnicas que garantem a segurança de seus atletas em meio à complexidade das figuras.

                   Com base nisso, a GACRO pode ser considerada um ótimo meio facilitador para a prática da GG. Isso porque, por tratar-se de uma modalidade que exige o trabalho em equipe, ela vem de encontro à proposta de socialização que a GG possui. Além disso, se olharmos para a GACRO fora da esfera competitiva e de alto rendimento, essa modalidade por si só pode ser bastante lúdica. Afinal, imagine o desafio de reunir seus colegas, subir um em cima do outro até surgir uma pirâmide humana?? Não tem como não ser lúdico...

Vai dizer que você e seus amigos nunca tentaram fazer isso?!

              Mas claro que, mesmo numa proposta voltada para o lazer e não para competição, as técnicas específicas utilizadas na GACRO também devem ser utilizadas, pensando, principalmente, no quesito segurança. Dessa forma, as "pegadas" das figuras acrobáticas, que são as formas de sustentação para a formação das mesmas, devem ser consideradas tanto em figuras simples quanto em figuras mais complexas. Ou seja, existem formas corretas de sustentar ou se apoiar no colega pra evitar lesões e garantir a formação eficiente da pirâmide. E em GG isso também é essencial!

                    Levando em conta também as características dos praticantes, como o biotipo, é possível que todos participem das figuras acrobáticas, sendo que cada integrante deve se sentir à vontade para poder atuar como base, intermediário ou volante numa figura, de preferência sem uma imposição do professor ou técnico. Isso garante não apenas um autoconhecimento por parte de cada praticante, mas implica também no respeito às qualidades e limites do outro, dentro de um grupo.

                   Mas, resumindo, tanto uma pessoa mais forte ou mesmo obesa, quanto uma pessoa mais leve ou magra podem participar de uma figura acrobática em GG, pois GG é para todos!!

Grupo japonês na XIV Gymnaestrada Mundial
em Lausanne (Suíça) - 2011
              Além do caráter lúdico, as figuras acrobáticas podem ser utilizadas para expressar uma ideia ou imagem dentro de uma criação coreográfica de GG, ou seja, no produto final da modalidade. Para isso, é bem-vinda a criatividade e a flexibilidade que é valorizada na GG para unir a técnica da GACRO com a liberdade de expressão corporal prevista na GG. Na imagem ao lado, por exemplo, os atletas utilizam uma figura de baixa complexidade, mas com muito efeito, para simbolizar algo que lembra uma centopeia.

           Como a GG apresenta regras flexíveis, ela se diferencia das ginásticas competitivas justamente pela sua liberdade de expressão corporal, como já citei. Um exemplo disso é que, diferentemente da GACRO, na GG não existe limite de integrantes em uma mesma figura, nem mesmo uma regra específica no que se refere a gênero ou faixa etária. O que vale na GG é a criação e a arte. Sendo assim, na GG é possível criar figuras acrobáticas variadas, bem diferentes das figuras mais tradicionais que vemos na GACRO, previstas em regulamentos dessa modalidade. E é possível verificar um pouco dessa imprevisibilidade da GG nas imagens abaixo:

Grupo da Espanha na XIII Gymnaestrada Mundial em Dornbirn (Áustria) - 2007.
Como é possível ver, não existe um limite de integrantes em uma mesma figura acrobática.

Grupo Acrobático Guarujá na XIII Gymnaestrada Mundial em Dornbirn (Áustria) - 2007.
Formação livre de figuras que representam o contexto coreográfico proposto pelo grupo.

Grupo Independente de Ginásticas - SP.
Enquanto na GACRO tradicional, na categoria dupla mista, o homem sempre faz o papel de base da figura, aqui temos uma inversão, em que a ginasta faz uma ponte para atuar como base para outro atleta. Sem contar que aqui temos um trio misto, categoria que não existe na GACRO.
E quem não conhece a dupla Akróbatus??
Eles que utilizam vários elementos da GACRO (entre outras manifestações), mas de uma forma extremamente criativa e expressiva, ao estilo GG ;)
          
                 E é bom reforçar que na GG não existe competição!! Portanto, não existe pontuação para as figuras acrobáticas, independente do nível de dificuldade das mesmas. Aliás, em muitas vezes, figuras acrobáticas simples e criativas são mais interessantes, dentro de um contexto coreográfico, do que figuras super complexas, mas de pouco efeito visual. Pra ser sincero (mas essa é a minha opinião), uma apresentação com muuuuuitas figuras acrobáticas complexas, em que o grupo perde mais tempo montando e desmontando suas pirâmides do que expressando a sua cultura ou o tema da coreografia em si, acaba se tornando cansativo de assistir. Mas repito, essa é a MINHA opinião...

                E para fechar a postagem de hoje, como gosto de fazer, vou deixá-los com alguns vídeos que mostram bem a diferença da GACRO em um contexto competitivo, em que as figuras acrobáticas são um FIM, de um trabalho de GG que se utiliza de figuras acrobáticas como um MEIO, seja a partir de figuras mais tradicionais e mais características da GACRO em si, ou mais expressivas e criativas como sugere a GG. É mais fácil entender isso que quis dizer assistindo aos vídeos...rs

             O primeiro vídeo é de uma série competitiva de GACRO na categoria trio feminino. É possível perceber que, apesar da coreografia em si ser bem expressiva, com uma intenção artística, o foco da apresentação está nas formações acrobáticas, ou seja, as figuras são um FIM e não um meio, justamente por elas estarem sendo julgadas a partir dessas figuras e dos elementos técnicos como um todo.

 
 Trio feminino da Rússia na Copa do Mundo de GACRO - 2012.


                O segundo vídeo é de uma apresentação de um grupo de GACRO, mas sem fim competitivo, apenas demonstrativo. É aí que vem o conflito....rs. Por mais que o próprio grupo considere a sua apresentação como sendo apresentação de GACRO, a coreografia deles é tão lúdica, dinâmica e criativa, que é possível considerá-la sim uma coreografia de GG. A diferença é que, por conta das características do grupo, as figuras acrobáticas utilizadas pelo mesmo são aquelas mais tradicionais da GACRO (tradicionais em relação às posturas, elementos técnicos, tipos de formações). Mas ainda assim, é possível assistir ao vídeo e identificar várias características referentes aos valores e princípios da GG. Assistam e vejam se concordam comigo:

Apresentação do grupo GCP (Portugal).


                O último vídeo é de uma apresentação tipicamente GGística...rs. Ou seja, nitidamente as figuras acrobáticas aparecem na coreografia como um MEIO e não como um fim. As figuras interagem com a proposta coreográfica no sentido de ajudar na difusão da ideia e do tema da coreografia. Resumindo: "é disso que eu tô falando" ;)

Apresentação de GG com utilização de elementos da GACRO.


             É isso aí, pessoal. Espero que tenham gostado dos vídeos!! Nos vemos na próxima postagem!! Até mais!!

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Essa postagem faz parte da série "Conhecendo as Ginásticas Competitivas". Confira:
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"Peneira" em Ginástica Geral?! Por quê?!

                  Começo de ano, finalzinho de férias, e é geralmente essa a época em que muitos grupos de Ginástica Geral (GG) retomam as suas rotinas de treino, ensaios, reuniões, treinos, novas coreografias, treinos, treinos e mais treinos... Sobretudo para os grupos universitários que, nessa época, recebem novos alunos em suas instituições e assumem a missão de difundir a GG, agregando novos integrantes.

                  Como sempre falamos por aqui, a GG é uma modalidade voltada para o lazer e que permite a participação de TODOS, independente de condições técnicas ou outras especificidades. Sendo assim, o que seria necessário para poder entrar em um grupo de GG??

              Na minha opinião, basta você se interessar pela modalidade e, principalmente, pelos valores que ela proporciona (trabalho coletivo, respeito aos próprios limites e aos limites do próximo, sem fins competitivos, etc). E claro, é importante ter afinidade com um determinado grupo e ter ideias em comum com os seus integrantes.

                 Dessa forma, acho estranho quando vejo alguns grupos de GG que promovem "seletivas" ou "peneiras" para receber novos integrantes. Respeito a posição de todas as instituições (clubes, universidades, etc) quando realizam esse tipo de procedimento. Mas confesso que me intriga muito quando vejo grupos que fazem certas exigências para novos participantes, no que diz respeito a condições técnicas.

                Acho até que cada instituição tem o direito de restringir a participação em seus grupos pela quantidade de pessoas que consegue atender, ou mesmo pela faixa etária (quando possui grupos só para crianças  ou só para idosos, por exemplo, também tendo em vista um melhor atendimento), ou até por outras condições mais específicas (como ser morador de determinada região, em casos de projetos sociais ou de entidades públicas, por exemplo). Mas selecionar indivíduos por habilidades ou nível técnico??? Hum...

                 Alguns grupos exigem que os interessados tenham experiências anteriores em Ginástica Artística, Ginástica Acrobática, Artes Circenses, Dança ou outra modalidade gímnica ou expressiva. E não estou falando de grupos específicos dessas modalidades, mas sim de grupos de GG! Existem ainda grupos que criam espécies de subgrupos, de acordo com o nível técnico de seus integrantes. Ou seja, dentro de um mesmo grupo de GG você encontra vários subgrupos, que acabam não se integrando de fato, por possuirem integrantes com características técnicas diferentes.

E aí vem a contradição (e o meu risco de pisar no calo de alguém...)

            Em primeiro lugar, na minha opinião, toda seleção implica em EXCLUSÃO!!! E exclusão é uma palavra totalmente oposta aos princípios da GG.

             É aceitável que uma equipe profissional de Basquete, por exemplo, selecione em suas "peneiras" indivíduos mais altos e com os fundamentos da modalidade bem desenvolvidos (arremesso, passe, condução, etc). Afinal, essa equipe depende de resultados, de vitórias, de rendimento. A equipe técnica está pensando justamente nos resultados almejados.

                   Em GG, claro que quanto maior o repertório de habilidades gímnicas ou circenses de seus integrantes, maiores são as possibilidades de se construirem coreografias de maior nível de complexidade. Mas quando um grupo de GG usa tais critérios para selecionar novos integrantes, ele está pensando apenas no PRODUTO final da modalidade. E com isso, esse grupo deixa de lado o mais importante na GG que é justamente o seu PROCESSO!!

              É muito mais fácil trabalhar com indivíduos igualmente habilidosos. É muito mais fácil incluir todos eles em uma coreografia, por exemplo. Ou mesmo durante os treinos, é muito mais fácil exigir uma mesma série de exercícios para todos, pois são todos "iguais".

                Mas é justamente no processo da GG que estão presentes os seus valores. Trabalhar com grupos heterogêneos implica de fato em se trabalhar com o respeito ao próximo e também com o respeito a si próprio. Crianças, adolescentes, adultos ou mesmo idosos, todos aprendem nas próprias dificuldades e na dificuldade do outro a COOPERAR, a ajudarem uns aos outros e a reconhecer aquilo que cada um tem de mais interessante a oferecer ao grupo.

         Além disso, trabalhar com as diferenças dentro de um grupo promove um grande enriquecimento cultural aos seus praticantes, algo que pode ser inclusive expressado em uma coreografia. Imagine juntar as experiências (culturais e motoras) de um atleta de karatê com um bailarino, de um capoeirista com um praticante de yoga, de um nadador com... uma dona de casa?? Por que não?? E todos eles juntos??



             Agora, apenas juntar ginastas com ginastas, talvez o resultado seja menos, vamos dizer assim, pluricultural...

                  Quem dera se a sociedade como um todo valorizasse esse "pluricultural"...

              Eu mesmo tinha experiência em Atletismo antes de conhecer a GG. Eu adorava (e adoro ainda) correr. Não era um ginasta propriamente dito. Quando comecei a praticar a modalidade tive a oportunidade de aprender vários elementos técnicos das ginásticas competitivas (acrobacias, figuras acrobáticas),  elementos de circo, dança. As facilidades ou dificuldades que tive durante esse processo nunca me incluiram ou me excluiram nos grupos de GG em que estive presente. Pelo contrário, sempre fui motivado a aprender coisas diferentes a partir das inúmeras experiências que me foram oferecidas.

               Mas se tivesse dependido de uma experiência anterior em Ginástica, Circo ou Dança para poder ingressar em um grupo de GG, dificilmente eu estaria aqui nesse instante escrevendo e difundindo aquilo que tanto amo! =]
              
                  Mais uma vez, respeito os critérios e as opiniões diversas entre os tantos grupos de GG. E essa postagem crítica é apenas o meu ponto de vista! ;)

                  Até a próxima!

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A Ginástica Rítmica na Ginástica Geral

                       Olá, amigos GG!!

            Nas postagens anteriores apresentei a vocês a Ginástica Rítmica (GR), uma das modalidades competitivas que fazem parte da Ginástica Geral (GG). Apresentei tanto a versão feminina quanto a masculina (siiiim, a GR Masculina existe!!). E a ideia de hoje é justamente mostrar como a GR pode ser utilizada em um trabalho específico de GG, ou seja, como GR e GG se relacionam. Mas antes, dêem uma olhada nas postagens "Conhecendo a Ginástica Rítmica" e "Conhecendo a Ginástica Rítmica Masculina" ;)



                  É bom lembrar que a GR é uma modalidade competitiva e que, portanto, apresenta um conjunto de elementos obrigatórios, no que se refere tanto aos elementos corporais (movimentos com o corpo) quanto aos elementos técnicos dos aparelhos oficiais da GR (as técnicas de manipulação dos aparelhos: corda, fita, maças, etc...). 

                  Dessa forma, é possível trabalhar em GG com os elementos corporais específicos da GR, como giros, pivôs, saltos, equilíbrios, entre outros, além das diversas manipulações com os aparelhos da GR, tanto feminina quanto masculina, contribuindo assim para um maior repertório motor dos praticantes, por meio das inúmeras possibilidades que a GR proporciona. Quanto mais experiências oferecidas a um grupo de GG, mais "ferramentas" esse grupo terá para se expressar, sem contar nos inúmeros benefícios associados à prática em si.

                   No entanto, vale sempre lembrar que o ensino de tais técnicas no processo de GG deve respeitar as características e possibilidades dos praticantes. Como a GG não é uma modalidade competitiva, o principal objetivo não é exatamente atingir um nível técnico de alta complexidade (ainda que um alto nível possa existir). Ou seja, você não precisa ter aqueeeeeela flexibilidade dos atletas da GR para fazer movimentos com uma fita, por exemplo. É bom reforçar que a GG é uma modalidade voltada para o lazer e que valoriza o lúdico, portanto a GR pode ser inserida na GG como um meio, não como um fim.

                     Já quando falamos do produto final da GG, ou seja, de uma criação coreográfica de GG, a GR também pode contribuir em muito para essa criação. A GR por si só já é uma modalidade muito bonita de ser vista! Assim, é muito comum a utilização dos elementos e, principalmente dos aparelhos da GR em coreografias de dança e de GG.

Precisa montar uma super apresentação de última hora com seus alunos?? Use a fita que é garantido! ;)

          Mas em um festival de Ginástica, por exemplo, como é possível diferenciar uma apresentação de GR de uma apresentação de GG que utiliza elementos de GR?

                  Em primeiro lugar, a GG é uma modalidade que valoriza a criatividade e a liberdade de expressão (corporal e cultural). Sendo assim, a partir de um "conjunto técnico" característico da GR ou de outra modalidade, ela permite uma exploração maior de movimentos, justamente por ser uma modalidade de regras flexíveis, em que TUDO é possível. A GG, portanto, permite a livre utilização de movimentos, aparelhos, música, entre outras características, fugindo daquele padrão comum das ginásticas competitivas.

                     Sendo assim, em uma apresentação de GG é possível a utilização dos aparelhos oficiais da GR, ou desses mesmos aparelhos, porém de uma forma adaptada. Ou ainda, pode-se utilizar de manipulações características da GR (lançamentos, movimentos em 8, manejos em geral), mas com aparelhos totalmente alternativos, ou seja, que não fazem parte do universo tradicional da Ginástica, como podemos ver nas imagens abaixo:

Utilização adaptada de uma bola de GR presa a um tecido (canto esquerdo acima); movimento em 8 (ondulação), bastante típico na GR, mas com o uso de uma sacola plástica (canto direito acima); outra forma de manipulação com a utilização de um véu (quadro inferior).

                     Na GG também não há distinção de gênero. Portanto, homens podem muito bem utilizar aparelhos que na GR seriam classificados como femininos (fita, maças, bola...), da mesma forma que as mulheres podem utilizar aparelhos classificados como masculinos (bastão, por exemplo). O que vale mesmo é a criatividade, não só na manipulação dos aparelhos, como na execução dos elementos corporais. E o melhor de tudo, não há aquela cobrança das competições! Ninguém perde pontos em GG por deixar cair uma bola, por exemplo...

                   Para encerrar, escolhi alguns vídeos para que vocês possam compreender melhor essas relações entre GR e GG que tentei explicar. O primeiro vídeo é de uma apresentação de GR Feminina, portanto competitiva, de alto rendimento, com aparelhos oficiais (no caso três fitas e dois arcos) e regras específicas da modalidade (elementos corporais e técnicos, tipo de música, roupa, quantidade restrita de atletas, etc).

Conjunto da Ucrânia nas classificatórias para as Olimpíadas de Londres 2012.


               O segundo vídeo é de uma apresentação de GG, mas que utiliza predominantemente características de GR (elementos corporais e aparelhos oficiais - maças, bola e arco). O próprio vídeo é descrito como sendo uma apresentação de GR, pois provavelmente as atletas do vídeo praticam/praticavam GR e montaram uma apresentação sem fins competitivos. No entanto, a coreografia é tão criativa e foge tanto do padrão típico da GR (exploração de movimentos, presença de figuras acrobáticas, percussão, etc) que é possível falar que este é sim um trabalho de GG. Assistam até o final e vejam se concordam comigo:

Apresentação do Colégio São Miguel Arcanjo (2003). GG com forte influência de GR. 


               O próximo vídeo é de uma apresentação de GG, que utiliza alguns elementos de GR, principalmente elementos corporais, mas com predominância menor desses elementos do que no vídeo anterior. O diferencial dessa coreografia, é que o grupo utiliza arcos da GR Feminina, junto com um material alternativo, um grande voal (tipo de tecido).

Apresentação de GG com elementos (corporais e técnicos) de GR com uso de arcos e um voal.


               E o último vídeo, de GG, é muuuuito interessante, pois além de apresentar diversos elementos corporais da GR, apresenta uma forte característica cultural! O vídeo é de um grupo da Tailândia, apresentado na Gymnaestrada de Lausanne (Suíça - 2011), que não utiliza materiais oficiais de GR, mas que utiliza manipulações comuns na modalidade, porém com aparelhos alternativos: guarda-chuvas tailandeses e leques grandes!

Tailândia na XIV Gymnaestrada Mundial (Lausanne - Suíça / 2011). Apresentação de GG com elementos corporais de GR (giros, pivôs, ondulações, saltos, etc) e manipulações com aparelhos alternativos.

                   E aí, gostaram?? Espero que sim!! É importante destacar que as equipes de GR também podem ser muito criativas em suas apresentações para competições, até mesmo porque na modalidade existe um julgamento de nível artístico. Mas na GG, o que chama a atenção é justamente a possibilidade de expressão corporal e cultural...livre de qualquer julgamento =)
                   Dúvidas?? Comentem aqui, por favor!! Aproveito para desejar a vocês, amigos GG, um ótimo 2013, cheio de coisas boas e muuuuita Ginástica!! \o/

                       Até 2013!! Com novidades... ;)

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Essa postagem faz parte da série "Conhecendo as Ginásticas Competitivas". Confira:
E muito mais no Blog GG ;)

A Ginástica Artística na Ginástica Geral

                  Olá, pessoal! Bem-vindos ao Blog Ginástica Geral (GG)!!

                 Na postagem de hoje vamos dar sequência a um assunto que iniciei no ano passado, com a postagem "Conhecendo as Ginásticas Competitivas", com o objetivo de difundir as ginásticas que fazem parte da GG (lembrando que existem inúmeras outras formas de manifestações corporais e culturais que compõem a GG, além das ginásticas em si). Ainda no ano passado, iniciei a série apresentando a Ginástica Artística (GA) e hoje a ideia é entender como essa modalidade pode estar relacionada e pode ser utilizada em um trabalho de GG. Mas antes, dêem uma lida na postagem "Conhecendo a Ginástica Artística" ;)

E aí, já leu??? Vamos lá então...

              A GA envolve diversas habilidades gímnicas a partir de movimentos básicos do ser humano, como o rolar, o saltar, o balançar, entre outros. Claro que, devido à exigência da modalidade, esses movimentos são executados de uma forma mais específica e, portanto, mais complexa. Dessa forma, quando pensamos no "saltar" da GA, logo lembramos do salto sobre a mesa e em geral, os saltos mortais de alta complexidade.

           Já ao falarmos de GG, também lidamos com esses movimentos básicos (saltar, rolar, manipular), que podem evoluir e tornar-se mais complexos com a prática, de acordo com vários aspectos, incluindo o interesse do praticante. O que é preciso reforçar, é que a GG possui um caráter lúdico, pois é uma ginástica voltada para o lazer e não para competição. Dessa forma, movimentos complexos não são uma exigência para se praticar GG, ao contrário da GA e das ginásticas competitivas como um todo, que quanto mais complexo, maior a pontuação e maior o peso da medalha.

                  No entanto, em um trabalho de GG, podemos muito bem utilizar os elementos básicos da GA para se aprimorar o repertório motor de seus praticantes, ou seja, para aumentar as possibilidades de movimentos de um grupo. Dependendo das características técnicas de um praticante e, repito, do interesse do mesmo, até mesmo movimentos mais complexos podem ser ensinados na GG.

                 Mas claro que os valores da modalidade sempre devem ser preservados. Assim, deve-se respeitar e valorizar as diferenças de níveis técnicos dentro de um grupo. Ou seja, se um indivíduo não tem interesse ou condições técnicas para aprender um flic flac, por exemplo, ele tem o direito de participar e mesmo se apresentar em uma coreografia de GG junto com outros praticantes que fazem sequências acrobáticas super complexas. Em GG cada um é especial por oferecer aquilo que tem de melhor.

Estrela - movimento básico da GA
               Posturas e movimentos básicos oriundos da GA podem ser trabalhados com um grupo de GG, como: canoinha, vela, saltos básicos (estendido, grupado, carpado), rolamentos ("cambalhotas"), elementos de equilíbrio como o avião e a parada de mãos, de flexibilidade como a ponte ou o espacate. Esses elementos não só contribuem para um repertório motor maior, como também para um melhor condicionamento físico dos praticantes (força, flexibilidade, resistência). A técnica desses movimentos deve ser valorizada, mas no que se refere mais à segurança do praticante (fazer corretamente para não se machucar) e mesmo estética (se determinada postura for usada para uma apresentação, por exemplo), mas não no sentido de rendimento ("se não aprender isso ou aquilo, não evoluirá e não poderá mais participar..." Isso não!).

                   Em se tratando do uso de aparelhos, já vimos aqui no Blog que a GA é aquela ginástica dos aparelhos de grande porte (argolas, barras paralelas, trave, etc), sendo que algumas provas são praticadas apenas por homens, outras apenas por mulheres, ou por ambos. Em relação à GG, o legal é que não há distinção de gênero para o aparelho. Se um homem quiser usar a trave de equilíbrio (aparelho feminino na GA) para treinar ou mesmo para uma apresentação de GG, é totalmente válido. O mesmo para uma mulher que quiser apresentar-se nas argolas (aparelho masculino na GA).

               Na GG não há qualquer regra que limite ou especifique a possibilidade de utilização de aparelhos por uma pessoa, independente de gênero ou outra singularidade. Pelo contrário, o que vale é a criatividade e a livre expressão corporal e artística dos praticantes sobre um determinado aparelho. O mesmo vale para as acrobacias de solo, em que não há a utilização desses aparelhos de grande porte ou ainda para aparelhos alternativos.

Apresentação com utilização do Cavalo com Alças. E olha o figurino... retrata alguma história, provavelmente, não?!

               Aliás, todos esses aspectos, relacionados justamente aos valores da GG (criatividade, ludicidade, valorização das diferenças, cooperação, apresentação de uma história ou cultura e ainda a utilização dos elementos gímnicos como meio e não como um fim) é o que diferenciam uma apresentação de GA de uma apresentação de GG composta por elementos de GA. (hum..confundiu né? Calma aê!).

                Uma apresentação de GA, tem como foco apresentar a evolução dos elementos aprendidos em um período de treinamento em GA. Já na GG, esse não é exatamente o foco. Os elementos técnicos não precisam aparecer na sua forma mais específica e complexa (posso misturar uma acrobacia de GA com uma de capoeira, por exemplo, e ser original com isso). Ou cada um poderá mostrar o que sabe fazer de mais difícil, mas também não é uma obrigatoriedade.

                 Mas se eu quiser ainda me apresentar sambando sobre o cavalo com alças, por exemplo, desde que exista um contexto na minha apresentação de GG,  tá valendo!

                   Na Europa é mais comum a utilização desses aparelhos de grande porte em apresentações de GG (principalmente em países como Suécia, Dinamarca, Finlândia e Suíça). Não só pela cultura gímnica mais tradicional na Europa, mas também pela própria facilidade em transportar essas estruturas grandes dentro do continente, já que os festivais de GG internacionais mais importantes acontecem na própria Europa.

Imagine o seu grupo tentando viajar para a Europa transportando toda a estrutura das barras assimétricas!!

                  Mas para encerrar e para tentar esclarecer tudo o que escrevi aqui, vou deixar uns vídeos para vocês assistirem. O primeiro é de uma apresentação de GA!! Ou seja, trata-se de uma apresentação em que o foco está na apreciação dos movimentos da GA, utilizando, inclusive, aparelhos de grande porte. Não existe uma obrigatoriedade para a interação entre os participantes, nem para uma apresentação lúdica ou que relate uma história ou aspecto cultural (ainda que isso possa acontecer). Mas não deixa de ser legal!

Apresentação de Ginástica Artística (GA) com aparelhos de grande porte. Grupo GCP (Portugal).


               Já o segundo vídeo, é de uma apresentação de GG utilizando aparelhos da GA (argolas e barras paralelas), mas de um forma GGística...rs...ou seja, de acordo com os princípios e singularidades da GG. Percebam que os ginastas não fazem elementos super complexos. E nem todos fazem acrobacias. E a própria abordagem nos aparelhos é diferente. Há momentos em que dois ginastas utilizam simultaneamente o mesmo aparelho (em GA não tem isso não).

Apresentação de GG utilizando aparelhos de grande porte da GA (argolas e barras paralelas simétricas). Grupo da Suíça na Gymnaestrada de Lausanne (Suíça) - 2011.


                 E o último vídeo é de um grupo também de GG, mas que utiliza muitos elementos de GA (saltos, reversões, rolamentos, estrela, parada de cabeça e de mãos, entre outros) sem a utilização dos aparelhos de grande porte, e mantendo as características de um trabalho de GG. Há momentos até em que os ginastas se auxiliam na execução de certas acrobacias. Em GA isso não é permitido, pois perde-se pontos. Mas em GG, nao há problema algum.

 Apresentação de GG do Grupo Ginástico Unlam (Universidad Nacional de La Matanza - Argentina) no VI Fórum Internacional de Ginástica Geral em Campinas - 2012.


                Vale ressaltar que muitos desses elementos técnicos que citei não pertencem apenas à GA, mas também à Ginástica Rítmica, Acrobática, entre outras, mas isso é assunto para uma próxima postagem... Mas por hoje, espero que vocês tenham entendido, não só a diferença de GA e GG, mas, principalmente, como a GA é inserida na GG. Até a próxima ;)

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Essa postagem faz parte da série "Conhecendo as Ginásticas Competitivas". Confira:
E muito mais no Blog GG ;)

Ginástica Geral - do simples para o complexo

               Olá, pessoal! Esta é mais uma postagem do "Blog GG"! =)

              Ao longo das minhas postagens, tenho tentado mostrar um pouco do que é a Ginástica Geral (GG) e sempre tenho enfatizado que essa é uma modalidade que todos podem praticar, independente de vários aspectos, até mesmo de nível técnico. No entanto, é engraçado como sempre que se fala de Ginástica, logo as pessoas se lembram daquela ginástica de competição, de alto rendimento e nível técnico.
        
               A ginástica da Daiane, da Jade e dos irmãos Hipólito, a Ginástica Artística, ou a das meninas hiperflexíveis, a Ginástica Rítmica, enfim, todos se lembram daquela ginástica que também é muito bonita e legal de se assistir, mas que nem passa pela cabeça de muita gente poder praticar. Não por preconceito (não só por isso pelo menos), mas por estas modalidades envolverem elementos técnicos muito complexos, como saltos mortais, reversões, flics, entre outros.

               É importante comentar que, dependendo da proposta, é possível sim oferecer essas modalidades competitivas como a Ginástica Artística, a Rítmica ou a Acrobática como esporte educacional ou para pessoas que apenas queiram se beneficiar da sua prática para melhora da saúde e qualidade de vida. Mas quando se trata de alto rendimento, o processo de seleção é inevitável...

               No entanto, quando falamos de GG, não falamos exatamente de elementos difíceis, muito menos de seleção. A GG tem como base a Ginástica como um todo. E como ela é uma modalidade que propõe a participação de todos a partir do que cada um pode oferecer, a GG acaba se utilizando de elementos  técnicos simples como base, que podem tornar-se mais complexos de acordo com a prática e de acordo com cada indivíduo que a pratica. Ou seja, elementos mais complexos ou movimentos mais complexos são consequentes da prática da GG e não requisitos para praticá-la.

               A forma como cada praticante de GG irá desenvolver seus movimentos vai depender de  suas condições físicas, do treino que realiza, das habilidades que possui, das experiências anteriores (se praticava outros esportes ou atividades físicas, por exemplo), da característica do grupo (se é um grupo que tem mais influências das ginásticas competitivas ou danças, das artes circenses ou de outros esportes, etc) e do próprio interesse de cada pessoa em querer experimentar novas possibilidades de movimento.

               E quando falo de elementos simples, talvez surja alguma dúvida sobre o que é simples em Ginástica. Afinal, um salto mortal para a Daiane dos Santos é bem simples, não é?! Então dêem uma olhada em algumas imagens que escolhi para exemplificar o que pode ser considerado simples e, portanto, possível de ser praticado na GG, e como eles podem evoluir para algo mais complexo, o que vai depender do que falei no parágrafo anterior, mas que, repetindo, não são requisitos para a modalidade.

Saltos. Não, não estou falando de saltos ornamentais! Quem é que nunca saltou uma corda, por exemplo? Ou um obstáculo? O saltar já é um elemento ginástico. Já é GG!





E os saltos podem evoluir, tornar-se mais complexos, como um salto mortal carpado.

Equilíbrio. Ficar em um pé só já é algo que exige equilíbrio. Mas claro que esse equilíbrio pode ser simples, porém mais interessante (do ponto de vista estético), o que vai depender da autonomia e da criatividade de cada um, como o jeito que essa menina aí da foto encontrou para dificultar o seu equilíbrio. Já é GG!
E agora vemos uma forma de equilíbrio beeeem mais difícil!!!
                                                                             
E pra quem acha que o simples não é bonito, aí está uma apresentação bem legal com manipulações simples de uma bola de Ginástica Rítmica. Já é GG!
E aí está um outro tipo de utilização da mesma bola da Ginástica Rítmica. Muito legal também, mas uma forma bem mais complexa!

E pra começar uma figura acrobática, porque não uma brincadeira de cavalinho? É simples, divertido. Enfim, já é GG!
E essa figura pode evoluir, evoluir, evoluir.....


               Acho que deu pra entender né?! Você não precisa ser um ginasta de alta performance para poder praticar GG. Eu sempre defendo que o único requisito para poder praticar GG é querer praticá-la. E só! Para se compreender isso, vale destacar que existem vários grupos e trabalhos de GG  no mundo (e isso vem crescendo aos poucos no Brasil também) voltados para pessoas deficientes (diversos tipos de deficiência), pessoas idosas, entre outros tipos de grupos especiais!

               E esses grupos especiais podem também interagir com pessoas ditas normais e mesmo com ginastas de alto nível técnico (que também não são tão normais..rs..) em um mesmo trabalho de GG! Cada um dentro do grupo faz aquilo que pode da melhor forma possível! E o trabalho coletivo é construído dessa forma, com a contribuição de TODOS! =)

                É dessa forma que a GG é praticada, por meio da exploração de elementos  ginásticos simples, que se integram a diversos outros elementos corporais (esportivos, folclóricos, circenses), que, ao longo da prática, vão tornando-se mais complexos, de acordo com os limites de cada um!

               Certo?! É isso aí, pessoal! Espero que eu tenha conseguido mostrar a Ginástica Geral de um ponto de vista "menos complexo"..hehe. Na verdade, GG é muito mais simples do que parece! Então, espero vocês na próxima postagem! ;)      

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Entenda mais sobre Ginástica Geral acompanhando outras postagens:
 
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